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| João Cabanas e Miguel Costa em frente ao túmulo de Siqueira Campos |
quarta-feira, 16 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
Começo
João Cabanas nasceu em 29 de junho de 1895, em São Paulo.
Filho de imigrantes espanhóis teve uma infância muito pobre. Órfão aos 18 anos e tendo que cuidar de seus quatro irmãos, viu na vida militar a chance para continuar seus estudos e sustentar a família.
Um dia, passeando pela Av. Tiradentes, encontrou uma parada militar. As fardas bonitas, as evoluções, as saudações, tudo o impressionava! Foi nesse dia que se alistou na Força Pública de São Paulo, mas a vida militar o decepcionou; quando chegava à época das promoções, os coronéis promoviam seus protegidos e ele, apesar de obter os primeiros lugares, não conseguia ser promovido.
Pediu baixa antes de estourar a Revolução de 24, mas não houve tempo de seus superiores assinarem o documento. Assim, por vontade do destino, no dia 5 de julho de 1924 começa uma nova história e lenda: o tenente João Cabanas.
5 de Julho de 1924
Cabanas, antes mesmo da revolução, fazia oposição ao governo Bernardes e acreditava na necessidade de um movimento armado para a implantação de um verdadeiro sistema republicano. Embora pego de surpresa, a revolução coincidiu com suas idéias e deu o sentido de que sua vida precisava.Assim escreve João Cabanas em seu livro “A Coluna da Morte”, sobre sua adesão ao movimento revolucionário:“Seriam 6 horas da manhã quando transpus o portão principal do quartel e notei logo, surpreendido, um desusado movimento no pátio interno, apresentando o aspecto de uma tropa que está em preparativos de guerra.Desconfiado e sob influencia dessa surpresa, deparei com o major Miguel Costa, fiscal do regimento, que, pondo-me o revólver ao peito, perguntou nervoso:- Você é brasileiro?- Sou.- Então tem que aderir á revolução.Sem titubear, de acordo com minhas idéias, inspirado na confiança absoluta que sempre nutri pelo major e prescindindo de explicações que o momento não comportava, respondi afirmativamente. E, concentrando-me um pouco ante o grave passo que ia dar na vida, senti no meu íntimo a revelação de uma força nova, capaz de audácias, de todo sacrifício em prol de minha pátria querida...”E assim foi.
São Paulo, 5 de julho de 1924
Cabanas, antes mesmo da revolução, fazia oposição ao governo Bernardes e acreditava na necessidade de um movimento armado para a implantação de um verdadeiro sistema republicano. Embora pego de surpresa, a revolução coincidiu com suas idéias e deu o sentido de que sua vida precisava.
Assim escreve João Cabanas em seu livro “A Coluna da Morte”, sobre sua adesão ao movimento revolucionário:
“Seriam 6 horas da manhã quando transpus o portão principal do quartel e notei logo, surpreendido, um desusado movimento no pátio interno, apresentando o aspecto de uma tropa que está em preparativos de guerra.
Desconfiado e sob influencia dessa surpresa, deparei com o major Miguel Costa, fiscal do regimento, que, pondo-me o revólver ao peito, perguntou nervoso:
- Você é brasileiro?
- Sou.
- Então tem que aderir á revolução.
Sem titubear, de acordo com minhas idéias, inspirado na confiança absoluta que sempre nutri pelo major e prescindindo de explicações que o momento não comportava, respondi afirmativamente. E, concentrando-me um pouco ante o grave passo que ia dar na vida, senti no meu íntimo a revelação de uma força nova, capaz de audácias, de todo sacrifício em prol de minha pátria querida...”
E assim foi.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
São Paulo em Guerra

São Paulo em guerra (1924)
Adaptação para quadrinhos de A Coluna da Morte, de João Cabanas
Ilustrações Eloar Guazzelli
Sinopse
O inédito São Paulo em guerra (1924) é uma adaptação para quadrinhos de A Coluna da Morte, livro em que o tenente João Cabanas relata sua participação nos combates da Revolução de 1924. Também chamado de Revolução Esquecida, o levante tenentista contra o Governo Federal foi um dos maiores conflitos bélicos ocorridos em São Paulo, deixando mais de quinhentos mortos, milhares de feridos, além de fábricas, casas e ruas destruídas por tiros, granadas e bombas aéreas. O ilustrador e quadrinista Eloar Guazzelli resgata a memória deste episódio ao transformar o primeiro capítulo do livro de Cabanas em uma aventura histórica em quadrinhos. Um posfácio do sociólogo José de Souza Martins completa a edição.
Segue abaixo link do projeto com a versão digital para baixar.
http://www.projetodemaoemmao.com.br/livro-sao-paulo-guerra.asp
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